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Erótico-->A UNIVERSITÁRIA - CAP. 06 -- 11/05/2016 - 10:28 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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VI

Primeiro, vesti a camisinha. Não podia penetrá-la sem o preservativo. Então, comecei pelo pescoço. Meus lábios percorreram-no uma dezena de vezes, ora tocando-o sutilmente, de onde a ponta da língua extraia sensações indizíveis, ora com mais pressão, onde os dentes chegavam, num ponto ou noutro, mordiscá-lo levemente. Andréa reagia às minhas carícias com pequeninos grunhidos, movendo as coxas, numa espécie de êxtase íntimo, tão comum as mulheres quando atingem o ápice do excitamento e a penetração é a única coisa que lhes importa. Às vezes, eu levantava a cabeça e procurava-lhe os lábios, a fim de dar um tom romântico aquele momento. Afinal, o beijo é como aquele tempero que dá um toque especial ao prato.
A seguir, procurei-lhe os belos seios. Os mamilos estavam rijos. Num primeiro momento, sorvi-lhe ora um mamilo, ora o outro, alternando de forma aleatória, sem me preocupar em ater-se mais em um ou outro. Minha língua por diversas vezes percorreu totalmente aqueles seios, sem deixar um único ponto intocado, como eu fizera pouco antes, porém agora com mais intensidade e obstinação, de forma a causar-lhe mais prazer. E para conseguir isso, não só usava os lábios e a língua de forma mais precisa como também os dentes, os quais temperavam aquelas sensações com uma pitada de dor, uma dor tão sutil que muitas vezes se confundia com as demais sensações..
Além do aumento na frequência e no tom dos gemidos, o resultado disso foi uma insistência em mover os quadris de um lado para o outro na tentativa de fazer com que eu a penetrasse. Aliás, enquanto movia-os, usou mais uma vez as coxas, prensando as minhas pernas, para me fazer com que o falo se perdesse em si. Mas, apesar de muito excitado e um tanto dominado pelos instintos, ainda sim fui capaz de resistir e suportar aqueles apelos que, para um homem mais jovem, seriam irresistíveis; aliás, resisti, lembrando-me a todo momento que, se a penetrasse, o gozo seria quase imediato e aquele jogo não teria o mesmo sabor, já que, ao irmos para a cama com uma mulher, mesmo que tenhamos vários orgasmos, somente o primeiro é capaz de nos provocar um número incontável de novas sensações. E embora possamos sentir muito prazer no segundo gozo e até nos subsequentes, as sensações vão diminuindo e o efeito sobre nosso eu é declinante. Assim retardar o primeiro gozo é a melhor forma de prolongar o prazer, de torná-lo mais especial e inesquecível. Aliás, este é um erro que os jovens e os inexperientes comentem: não sabem se conter e acabam desperdiçando o melhor da transa.
-- Vem cá, me possua. Não aguento mais – pediu ela em dado mento, de forma desesperada. Dir-se-ia implorar até.
Ergui a cabeça, olhei-a nos olhos com um quê de perversidade. E eles brilhavam e, através das pupilas dilatadas, emanavam uma força gigantesca, tão ou mais sedutora que o canto das ninfas. E por uma fração de segundo, eu quase fraquejei. Contudo, tal qual Ulisses, que se preparara para resistir às no retorno à Itaca, prevenindo seus companheiros para não soltá-lo das amarras, eu também prevenira a minha razão para não ceder ao clamor dos instintos. De forma que encontrei forças para desviar o olhar e dizer-lhe:
-- Não. Ainda não. Não está na hora.
Ela me encarou de forma fulminante, como se fosse Medusa, cujo olhar transforma qualquer ser em pedra. No entanto, Andréa não era Medusa e aquele olhar não me afetou; pelo menos da forma que ela tencionava. Passando pelos seios – apenas uma das minhas mãos continuava a acariciar o esquerdo – meus lábios foram tocá-la pouco acima do umbigo. E toda aquela região foi contemplada com meus beijos. Mas não só beijos. Muito mais foram os toques sutis com a ponta da língua, toques esses que, agora que ela estava no auge do excitamento, faziam-na vibrar como as cordas de instrumento afinado. E eu me deleitava ao ter ciência do prazer a lhe saciar o eu. Lembro-me inclusive de pensar: “Tá vendo, vadia! Sexo não é só foda e gozo. Tem de enlouquecer o outro e levá-lo