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Erótico-->A UNIVERSITÁRIA - CAP. 10 -- 10/04/2018 - 21:59 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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X

Passei o final de semana pensando em Virgínia. Aliás, pensei nela bem mais do que gostaria. Não imaginei que ela pudesse me ocupar os pensamentos dessa forma. Eu não podia ter um momento comigo mesmo que a imagem dela me vinha à cabeça. E isso me preocupou um pouco embora, em nenhum momento, tenha me feito desistir de seguir adiante.
Não que eu estivesse sentindo algo além de desejo. Mas era justamente o desejo que me fazia pensar nela. Dir-se-ia tratar-se de uma fixação, dessas que muitas vezes acomete certas pessoas e as quais passam não só a pensar na outra como até a persegui-la. Eu ficava a maior parte do tempo imaginando aquele corpo jovem, cheio de frescor, sob o meu, envolto por meus braços, enquanto me desfrutava dele. Era uma interminável sequência de imagens eróticas, carregadas de criatividade, como se Virgínia fosse o tipo de jovem que topa fazer de tudo, mais até do que Andréa. Minha imaginação, enriquecida pela experiência e pela internet, onde eu costuma entrar em sites eróticos a procura de imagens cada vez mais peculiares, pois o amante de sexo virtual tende, com o passar do tempo, buscar algo cada vez mais diferente, exótico e inusitado para manter a satisfação. Não, eu não era viciado em sexo virtual; não, nada disso! Mas como todo homem, eu também apreciava essa forma de prazer, muitas vezes incompreendida pelas mulheres, as quais veem nisso uma espécie de traição, quando, na verdade, é apenas um passatempo. Na verdade, eu me interessava por esses vídeos quando os diás sem sexo se prolongavam, muitas vezes porque Mathilde, inventando uma desculpa qualquer, me deixava na mão.
Passei a tarde de sábado sozinho em casa. Mathilde e Úrsula foram ao cabeleireiro, pois tínhamos um aniversário para ir à noite, e João Carlos fora jogar futebol com os amigos da escola. Sem o que fazer, sentei no computador e visitei um dos sites que eu entrava de vez em quando. Assisti uns quatro o cinco vídeos, já que não eram longos (alguns não chegavam a dez minutos). Como sempre acontece, fiquei muito excitado (por isso os homens gostam tanto de assistir esse tipo de vídeo). Aliás, foi o último vídeo a causa desse excitamento todo. Tratava-se de uma cena (o vídeo tinha cerca de quatro minutos) onde uma jovem loira, magra, de seios grandes e não tendo mais de vinte anos transava com um homem mais velho, o qual aparentava seus trinta e poucos anos.
Não que a jovem se parecesse com Virgínia, não nada disso! Aliás, eram bem diferentes. Mas foi inevitável ver aquela cena e imaginar eu e ela praticando aquele mesmo ato. Não resisti ao ímpeto e, enquanto o assistia, levei a mão à bermuda, abri o zíper e pus o falo para fora, para acariciá-lo, a fim de sentir mais prazer. Tenho de admitir ter agido com um adolescente. Muitos garotos nos seus treze ou quatorze anos fazem não só isso como chegam a se masturbar até o gozo. Eu não cheguei a fazer no passado porque na minha época ainda não existia o microcomputador e muito menos a internet. Filmes eróticos só em fitas VHS, mas estas só poderiam ser alugadas por pessoas maiores de 18 anos. Hoje a pornografia está ao alcance de todos e a indústria do sexo nunca foi tão grande. Aliás, é comum jovens e crianças de nove e dez anos assistindo esse tipo de coisa em tabletes e smartfones sem que os pais tenham consciência. Por isso vivemos uma época peculiar na história da humanidade: a banalização do sexo, onde a afetividade perdeu completamente o sentido.
Só não cheguei ao orgasmo diante do computador porque senão iria sujar a roupa e Mathilde poderia ver depois e exigir uma explicação. Assim, corri até o banheiro e diante da pia do banheiro bati uma punheta, revivendo aquela cena, onde o casal de atores foram trocados por mim e Virgínia.
Isso praticamente me fez esquecê-la pelo resto do dia, ainda mais que na festa, rodeado por amigos e parentes, não tive tempo de pensar nela. Mais tarde, deitado na cama, antes de pregar o olho, com Mathilde roncando baixinho do meu lado, a imagem daquela formosura voltou a polvilhar a minha mente, transportando-me prazerosamente ao mundo dos sonhos.
No domingo pensei nela em alguns momentos, mas foi no final do dia e à noite onde, por diversas vezes, me peguei abstraído com a bela e encantadora imagem dela. Confesso ter desejado que as horas passassem rápido para chegar logo segunda-feira à noite para revê-la na faculdade. E de fato me foi difícil conter o ímpeto de sair de casa mais cedo. Aliás, tive de me policiar a maior parte do tempo para não deixar que Mathilde percebesse alguma mudança em mim e achasse aquilo estranho, embora estivesse tão ocupada consigo mesma que dificilmente notaria alguma coisa naquele começo de noite, quando saí de casa.
Ansioso como um adolescente, procurei por ela, mas como ainda era cedo, não a encontrei. Contudo, fui encontrado pouco depois por Andréa, que por certo também chegara adiantada por minha causa. Talvez ela fosse esperta o bastante para saber que eu me adiantasse.
-- Olá! -- disse ela, dando me um beijo na face – Mas já por aqui?
-- Acabei me adiantando um pouco – falei, com um sorriso amarelo.
-- Sei. -- Ela estava bela e sorridente. Seus trajes, provavelmente escolhidos a dedo, combinavam perfeitamente consigo, dando-lhe um toque de sensualidade e mistério como naquelas mulheres que nos atraí não tanto pela beleza mas por nos aguçar o desejo de descobrir o que há por traz da aparência.
-- E você? Por que chegou mais cedo? -- provoquei-a.
-- Para te encontrar -- respondeu num átimo, sem meias palavras. Ela tinha essa vantagem: não faz rodeios.
-- Me encontrar?
-- É! Eu sabia que você ia chegar mais cedo, por causa da Virgínia. Então resolvi chegar antes dela.
Eu poderia tê-la inquirido acerca daquela atitude, a qual se assemelhava a minha; no entanto, ela, talvez por esperteza, resolveu me perguntar se já tinha visto Virgínia.
-- Não. Ainda não a encontrei. Provavelmente ainda não chegou – respondi.
-- Também está cedo. Ela não tem motivo para chegar mais cedo, pelo menos ainda não -- deixou escapar com um tom de deboche. -- Vou descobrir. -- Pegou o celular e entrou no whatsapp. Olhei disfarçadamente para a tela do celular dela. Apesar da foto minúsculo, pude reconhecê-la. Era apenas uma imagem do rosto, mas o penteado era o mesmo usado na última semana. “Sempre sedutora!”, pensei.
Não consegui ler o que Andréa escrevera, até porque ela digitava muito rápido, o que me levou a crer que se comunicava pelo aplicativo com muita frequência. “Ela não me deu o dela ainda, mas vou pedir. Posso usá-la para falar com a Virgínia”, pensei.
Um sonzinho breve e estridente anunciou uma nova mensagem.
-- “Estou chegando. Descendo do ônibus” – leu em voz alta. -- Quer esperar ela na entrada?
-- Será que é uma boa ideia?
-- Finge que está chegando agora. Quando me encontrar faz de conta que ainda não me viu – sugeriu.
-- Vou fazer isso. -- Levantei. E enquanto me afastava, acrescentei: -- Pode me passar o seu Whatsapp.
-- Vou pensar no seu caso.
Quando cruzei a catraca, vi-a se aproximar. Meu coração palpitou e não pude evitar um quê de satisfação. Num primeiro instante fingi não tê-la visto, mas com medo de que ela não me visse e fosse entrar por uma das catracas na outra lateeral, resolvi virar na direção dela e, dando um sorriso, acenar-lhe.
-- Olá! Como vai? -- falei, dando-lhe três beijinhos na face.
-- Bem. E você? -- respondeu.
-- Ótimo – respondi. -- Quase chegamos ao mesmo tempo – acrescentei.
Confesso ter ficado encantado com sua beleza. Parecia mais bela e sedutora do que antes. Estava com os cabelos amarrados, os quais formavam um rabo-de-burro. Usava uma blusinha azul com decote em forma de V, o qual não era exagerado, deixando aparecer apenas uma pequena parte dos contornos dos seios. As pernas estavam cobertas por uma calça jeans e nos pés ela usava tênis. Não vestia nada tão diferente do que vestira antes, contudo, o decote da blusinha parecia mais acentuado e os cabelos não estavam soltos. Talvez isso tenha sido reflexo de meus elogios, mas não posso afirmar. Só Andréa poderia me esclarecer isso mais tarde. E eu não deixaria de inquiri-la.
-- E aí? Como foi o fim de semana? -- perguntei, na esperança de que me desse alguma dica dos seus hábitos.
-- Fiquei em casa lendo. Só ontem a tarde que fui com minha mãe na igreja. Ela é muito católica e gosta de frequentar a missa. Me chamou para ir com ela. Aí fui. E você?
Por alguns instantes fiquei sem reação, sem saber o que responder. Mas foi coisa rápida.
-- Também não fiz nada de especial. Fiquei em casa assistindo TV e dando uma revisada na matéria. Último ano, você sabe! Tem que estudar um pouco mais. -- respondi, procurando não dizer nada que pudesse levá-la a inquirir acerca de minha família.
Cruzamos a catraca e fomos em direção ao pátio. Estava quase na hora do sinal tocar e a maioria dos alunos estava entrando. Havia um certo tumulto. Ainda mais por ser segunda-feira, quando os estudantes chegam cheios de energia e novidades, querendo encontrar os colegas e amigos para contar as novidades.
-- Se não for querer saber demais, que livro roubou-te a atenção num fim de semana ensolarado, tão bonito. Por que não aproveitou e foi à praia?
Ela deu um sorriso.
-- Risíveis Amores. Do Milan Kundera. Já ouviu falar dele?
Eu não conhecia quase nada de Milan Kundera, para dizer a verdade. Sabia apenas que era o autor de “A Insustentável Leveza do Ser”, mas desconhecia do que se tratava a obra, embora soubesse tratar-se de um romance.
-- Quase nada – respondi.
-- É um famoso autor da antiga Tchecoslováquia. Ganhou muitos prêmios. Injustamente nunca recebeu o Nobel de Literatura.
Ia abrir a boca para indagá-la sobre o conteúdo do livro quando Andréa surgiu do nada na nossa frente. Não tenho dúvidas de que nos procurava e se aproximou para interromper nossa conversa. Se foi para evitar que eu cometesse um erro ou não, nunca vou saber.
-- O que vocês conversam tão alegremente? -- perguntou ela com um ar irônico, depois de nos cumprimentar. Aliás, comportou-se comigo como se não tivéssemos falado pouco antes. -- Sé é que posso saber!
-- Nada demais falei – respondi. -- De livros.
-- Milan Kundera – emendou Virgínia.
-- A insustentável Leveza do ser?
-- Não, amiga! Risíveis Amores.
-- Ah, aquele livro de contos. São contos muito bons mesmo! Há uma pitada de humor negro neles. Mas gosto mesmo é do segundo, ninguém vai rir, e do terceiro, O jogo da carona. Este pra mim é o melhor. Mas gosto é gosto. E você? – dirigiu à amiga – Qual gostou mais?
-- Todos são bons. Mas ninguém vai rir é um dos melhores.
Por um momento eu me senti excluído, como um peixe fora d’água. E se eu não fizesse alguma coisa, continuaria ignorado até tocar o sinal, pois a conversa entre as duas estava afinada e parecia se prolongar. Elas falavam do escritor tcheco com entusiasmo, como se o conhecesse bem. Dir-se-ia de dois físicos discutindo em alemão a teoria da formação do universo.
-- E de que fala esse conto? -- perguntei.
-- É sobre um escritor que é procurado por um estudioso para dar um parecer sobre o seu longo trabalho de pesquisa. A princípio, o cara recusa, mas depois aceita fazer o parecer. Só que o trabalho do estudioso é muito ruim e o autor fica enrolando para dar o parecer. Aí acontece um monte de coisas absurdas em consequência disso, até o que escritor perde a namorada, o emprego e até a própria casa por causa de trapalhadas que faz para se livrar do estudioso e não dar o parecer. É uma história absurda mais genial – explica Virgínia.
-- E tem uma das citações que gosto muito. “O sentido da vida é justamente divertir-se com ela.” -- disse Andréa.
-- Parece interessante – falei.
-- Você devia lê-lo. Tenho certeza que ia adorar – disse Virgínia.
-- Ia mesmo! Quer? Eu te empresto. Tenho uma antiga edição do Círculo do Livro lá em casa. Vou trazer para você – declarou Andréa, sorrindo e piscando discretamente para mim. Não entendi o motivo daquela piscadela, mas também não dava para perguntar ali.
-- Vou aceitar.
Nisso, o sinal tocou.
Subimos as escadas para as salas ainda falando de Milan Kundera.
Voltamos a nos encontrar no intervalo. Desci com o coração palpitante, louco para vê-la e trocar algumas palavras. Como fizera na semana anterior, sugeri-lhe pagar um café, mas ela recusou. Disse que não era justo ficar pagando-o todos os dias. Para não contrariá-la, não insisti; apenas disse-lhe que era um imenso prazer pagar-lhe o café.
Elogiei-a mais uma vez. Ela ficou encabulada, com as maças do rosto num tom mais vivo. Andréa por sua vez não deixou de fazer sua parte.
-- Você também está mais jovial. Você não acha, amiga? -- Primeiro dirigiu-se a mim, depois à Virgínia. -- Olha só que coroa enxuto, sexy.
Ainda meio sem graça, não deixou de concordar. Eu, por outro lado, desconversei.
-- Que nada. Vocês é quem estão vendo demais. Talvez beberam demais no fim de semana – brinquei.
Mudamos de assunto. Aliás, foi Andréa quem perguntou como estava sendo o meu último ano de faculdade. Isso foi o mote para uma longa troca de opiniões acerca do que cada um de nós esperava do futuro, quando estivéssemos formados. E esse assunto prosseguiu até o sinal tocar novamente e sermos chamados de volta à sala de aula.
Saí um ou dois minutos antes do sinal tocar para esperá-la na saída, mas quem apareceu primeiro foi Andréa.
-- Muito bem. Ganhou uns pontinhos com ela. Mas agora vamos dar o fora. Deixa ela ficar na expectativa de te encontrar. Assim ela vai pensar em ti. Amanhã você diz que não teve a última aula e saiu mais cedo – disse ela. -- Você pode me dar uma carona? -- acrescentou pouco depois, quando descíamos a escadaria em direção à rua.
-- Claro! Por que não?
-- Ela disse que você é um homem maduro, um pouco velho, mas interessante. Isso mostra que há um interesse em ti – disse ao entrar no carro. -- O interesse já está germinando dentro dela. Só precisamos regá-lo todos os dias que vai desabrochar. Aposto como é capaz dela se apaixonar por ti.
-- Isso me deixa feliz – respondi. -- Mas não quero que ela se apaixone. Só quero sair com ela e pronto.
-- Assim como sai comigo?
-- Mais ou menos – respondi sem meias palavras, como ela costumava fazer.
-- O que você vai fazer na quarta-feira? -- perguntou.
-- Trabalhar e depois vir para a faculdade, por quê?
-- A gente poderia sair mais cedo. O que você acha – disse ela pegando na minha mão sobre o câmbio e deslizando-a sobre sua coxa até que esta tocou-lhe a vulva. -- Você não gostaria de se divertir um pouco com ela?
-- Vou pensar na sua proposta – falei esticando o dedo e deslizando-o nos grandes lábios. Quando a ponta tocou-lhe o clitóris, fiz questão de pressioná-lo. -- Vai. Me passa seu Whatsapp. Assim a gente combina melhor.
-- Seu chantagista – exclamou, puxando a minha mão.
Cheguei em casa com a mente fervilhando de imagens eróticas. O falo, como um leão selvagemente enjaulado, rugia por dentro das vestes. Pensei em ir direto ao banheiro e bater uma punheta, mas Mathilde estava acordada assistindo TV. Perguntou se eu queria jantar e eu disse que não, que ia só tomar um copo de leite.
Entrei no banheiro para escovar os dentes e quase não resisti ao ímpeto de bater uma punheta. Embora não fosse um garotão, onde essa vontade ocorre com mais frequência, não estava imune a ela. É uma necessidade quase insana, a qual nos atormenta de uma forma inexplicável. Não sei se existem homens viciados em punheta, que não resistem à vontade de se masturbar por qualquer coisa, mas, naquele momento, essa necessidade foi como aquela que acomete os viciados. A pessoa simplesmente não consegue resistir, por mais que queira.
Eu só não arranquei o pau para fora e o esfolei imediatamente porque Mathilde entrou logo depois. “Porra! Nem uma punheta posso bater em paz!”, exclamei em pensamentos. Tive de disfarçar para que ela não me visse naquele estado. Só não consegui após deitar de cuecas. Ela se esbarrou em mim e o sentiu teso.
-- Por que ele está assim? -- quis saber.
-- Tô com vontade de fazer amor com você, meu amor – respondi, abraçando-a, dando-lhe um beijo nos lábios e levando a mão num dos seios dela.
Por azar, ou sorte, sei lá, ela estava a fim. Sentou-se na cama, tirou a camisola e a calcinha enquanto eu me livrava da cueca. Voltou a deitar na cama com as pernas um pouco afastadas e ficou me aguardando, esperando que eu virasse por cima dela e a penetrasse como vinha fazendo nos últimos anos. Embora vez ou outra eu procurasse fazer umas preliminares, estas só aconteciam se partissem de mim. Era como se para Mathilde todos esses lances antes do xeque-mate fosse uma tremenda besteira e perda de tempo. Ela gostava mesmo é que eu a penetrasse logo, martelasse aquela buceta e a levasse os mais rápido possível ao gozo, o qual às vezes demorava um pouco e só vinha quando o meu já tinha acontecido.
Eu até queria jogar com ela, fazendo de conta que jogava com Virgínia, mas ela queria acabar logo com aquilo. Abracei-a e a penetrei. Os quadris começaram a subir e descer mecanicamente, como se eu transasse com uma boneca inflável. Embora não houvesse troca de carícias, cheguei rapidamente ao gozo; tão rápido quanto numa punheta. Contudo, não pude parar. Tive de suportar a vontade de sair de cima dela e continuei a mover os quadris, dizendo inconscientemente para que ela gozasse rápido. Aliás, lembro-me de pensar: “Vai, vadia! Goza, anda! Antes que eu desista. Nada pior do que esfregar o pau nessa pelanca insensível depois de gozar. É quase um castigo”.
Por sorte Mathilde não demorou a gemer. No começo, quando ainda éramos jovens e eu tinha pouca experiência, não era capaz de saber quando uma mulher tinha de fato chegado ao orgasmo. Mas hoje sei perfeitamente. Por mais que se possa fingir, não se é capaz de reproduzir todas as reações. Um homem atento e experiente consegue identificar quando é fingimento e quando o gozo e real. Elas pensam que podem nos enganar, mas nem todos são enganáveis. Eu sabia quando Mathilde estava fingindo. Só não lembro quando isso começou, mas se tornou mais frequente nos últimos anos. No entanto, isso não aconteceu naquela noite de segunda-feira. Ali, o gozo foi real.


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